Quinta, 17 de janeiro
Depois de passar quase a manhã inteira tentando tirar meu carro do pátio da SET (detalhes no post anterior), eu resolvi que hoje chegaria no Festival às 19 horas para poder estacionar no lugar certo e aproveitar as atrações alternativas.
Demorou um pouco mas consegui estacionar dentro do parque de exposições e fui direto no stand da Sony, pois tinha uma promoção onde se podia ganhar um celular e como previsto eu não ganhei. Não estava muito preoupado com o show pois era o do Negra Cor e de axé eu não sinto falta mesmo. Fui para o camarote e lá dentro tirei foto fantasiado no stand do Planeta Othon, Isabel recebeu uma massagem e andamos por aí. Uma modelo até nos presenteou com dois relógios bem bonitos da Globo FM.
Pouco depois teve início o show do NX Zero, que eu até pretendia assistir mas não estava muito ansioso porque não sou fã da cena Emocore. Apesar do local do show não estar lotado a base de admiradores da banda é bastante fiel e gritou muito, principalmente as adolescentes. Quando a apresentação teve início eu me surpreendi pois eles tem uma energia muito forte que é correspondida pelo público e a sonoridade da banda também é boa, mas o que não desce muito é quando o vocalista começa a gritar. Pode ser que no estúdio eles equalizem para parecer afinado, mas ao vivo saiu bem ruinzinho. Uma curiosidade: vocês já notaram como o Diego Ferrero, vocalista da banda parece muito com o Justin Long (veja um e outro).
Como não achamos o show tão entusiasmante fomos ao palco alternativo para ver o que estava rolando. Encontramos uma banda que eu nunca havia ouvido falar, mas na mesma hora me perguntei porque. A banda está acima da média no estilo pop/balada e se chama Cof Damu. Sua vocalista tem uma voz muito boa e suas músicas parecem ser feitas para participar de trilhas sonoras. Descobri no site do MySpace que a banda é daqui de Salvador e lá você pode ver datas de apresentações futuras para conhecer esta banda que merece nossa atenção. Link do Myspace e do Orkut (mais completo).
Antes do fim da apresentação da Cof Damu voltamos ao palco principal para o show que mais esperávamos na noite. Seu Jorge entrou no palco e jogou na platéia sua mistura de MPB e samba com uma voz poderosa, sendo para mim o melhor intérprete de samba desta geração. A apresentação dele ficou ainda melhor pela adição do violino em várias músicas, dando um toque diferente para o show. Gostaria até de saber qual o nome do violinista pois ele era um dos mais animados no palco.
O show ainda teve a participação de Luiz Melodia, que cantou 3 músicas e Peu, que eu não conhecia pois pensei inicialmente que se tratava do ex-guitarrista da Pitty. No fim da apresentação a filha de Seu Jorge, Flor de Maria, entou no palco e encantou a todos. Ela dançou e ficou muito feliz ao se ver no telão. Depois Flor foi buscar sua irmã, Luz Bela para o encerramento, ao som de É Hoje o público todo cantou junto fazendo um clima excelente.
A única coisa que me irritou no show foi a presença de umas gartoas que estavam guardando lugar na frente para o show do Chiclete. Elas ficavam bufando e reclamando o show todo. Perguntaram umas as outras se o show não acabava e tal. Porra! Eu não fiquei nos shows de axé, não vi apresentações que não me interessavam e elas poderiam seguir o exemplo. Vai embora e volta na hora que tiver alguma coisa que te agrada! As vagabundas só gostaram do show e cantaram na música Carolina, que é a mais famosa. Nada contra o Chiclete, mas tem certos axezeiros que dão raiva.
Como daí para frente o palco principal iria ladeira abaixo, fui embora do camarote. Os shows de Daniela Mercury (nem me pagando), Chiclete com Banana (poderia até ver de longe), Aviões do Forró (cruzes! onde o Festival foi parar?) e Cheiro de Amor (mais um axé) não me fariam falta. Peguei o show do Círculo no fim e depois fui para a tenda eletrônica pois quando estava no stand da Sony uma promotora de lá, que era muito simpática, nos deu pulseiras de acesso à área vip. Lá só se encontravam pretensas modelinhas que comiam temakis e posavam para fotos. Fui ouvir o som mesmo.
Depois demos um pulo na arena de esportes radicais onde estava rolando uma apresentação de manobras em motos. Foi muito boa e é uma coisa que não se vê todo dia aqui em Salvador. Na saída estava rolando o show de 3BRio, que prometia a participação de Manu Chao, mas não fiquei muito impressionado. Como ainda teria que esperar o show inteiro para ver o Strike, fui embora porque tinha que trabalhar no dia seguinte cedo.
Na volta paramos no Habib's para fazer uma boquinha antes de dormir. No restaurante estava passando o show do Chiclete ao vivo e quando entramos as pessoas ficavam olhando para nós, provavelmente pensando o que duas pessoas com camisas do camarote estavam fazendo lá e não no show. Teve até um cara de outra mesa que ficou comentando alto como ele odeia esse negócio de camarote e tal. Dor de cotovelo é foda.
Por fim este foi mais um Festival e para um ano que prometia muito por ser o aniversário de 10 anos, foi mais do mesmo. Tiveram shows muito bons (Capital, Seu Jorge, Cof Damu e Ponto de Equilíbrio), mas tiveram muitas coisas intragáveis. Fico um pouco triste de não ver os shows de Eagle Eye Cherry e Pato Fú, mas aguentar Belo para ver um show eu prefiro ir ao cinema. Gostaria de agadecer a Catarina pelas camisas e a Isabel pela compania. Ano que vem espero que tudo seja melhor.
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