Domingo, 30 de Março de 2008
Um dos serviços de inteligência da Inglaterra (GCHQ) confirmou que agentes do Exército Popular de Libertação Chinês se vestiram como monges budistas para aumentar a violência nos protestos que feriram ou mataram centenas de tibetanos.
Acredita-se que a decisão foi tomada por Beijing como uma forma de acabar de vez com os problemas na região, que já estava atraindo atenção negativa com a chegada dos jogos olímpicos.
Depois dos protestos que ocorreram há algumas semanas observaram-se cada vez mais monges realizando atos de desobediência pública. Posteriormente imagens mostraram que o exército utilizou agentes como provocadores para obterem a desculpa necessária que precisavam.
O que o governo chinês não esperava era que a situação ficasse descontrolada e protestos semelhantes ocorressem em vários povoados vizinhos.
Mesmo que o Dalai Lama tenha dito que desistiria do posto de líder dos budistas caso a violência não tivesse fim vários protestos continuaram a ocorrer porque a maior parte dos monges atuais são jovens, desempregados e acreditam que somente uma ação direta venha a mudar alguma coisa.
A tocha olímpica vai passar pelo Tibete em algumas semanas e o governo chinês começa a ficar desesperado sem saber o que fazer. A maior prova disto foi a declaração por parte do primeiro ministro chinês em falar com o Dalai Lama.
Outro passo do governo chinês em busca da aceitação mundial no conflito com o Tibete é a visita realizada neste fim de semana por representantes de 15 países, onde nenhum deles pode sair do programa feito pelo governo.
Um dos representantes chegou a afirmar que aquilo não poderia ser utilizado como substituto para a liberdade de poder visitar a parte que lhe convier.
Em uma visita semelhante feita por jornalistas chineses e de outros países, um grupo de 30 monges fez um protesto onde gritaram "O Tibete não é livre." Um repórter da Associated Press afirmou que aquele foi o único momento espontâneo da visita.
Os repórteres em visita a Lhasa descreveram a cidade como dividia, a parte chinesa e seus negócios estavam normais. Já a cidade antiga, onde vive a maioria tibetana ainda se encontra sob forte presença policial.
Quando questionado sobre o que aconteceria com as pessoas que participaram dos protestos os oficiais chineses disseram que nada seria feito com estas pessoas. "Nós nunca faríamos mal a eles. Nós nunca iremos deter qualquer pessoa que você encontre nas ruas de Lhasa. Eu não acredito que nenhum governo faça algo assim." Afirmou o vice-governador do Tibete, Baima Chilin.
Fonte: Epoch Times, BBC, View on Buddhism












1 comentários:
O serviço secreto de países ditatoriais, freqüentemente atua na área da propaganda. Organizando manifestações pró e contra de acordo com o interesse do governo dominante. Nada como "uma turba" de monges baderneiros, para dar razão a mais uma sessão explícita de repressão a moda antiga.
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