Review - "Instinto Secreto" (2007)

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007


Logo no início do filme somos apresentados ao Sr. Brooks, um bem sucedido empresário do ramo de caixas e embalagens. Ele está sendo eleito o "homem do ano" e faz um discurso onde vemos a personalidade dele que é apresentada ao mundo. Mas mesmo antes de seu discurso podemos notar que ele muitas vezes se apresenta destraído. Isso é explicado logo na cena seguinte quando Brooks está voltando para casa com sua esposa e um homem no banco de trás. Os dois homens travam um diálogo no carro sem que a Sra. Brooks note uma palavra.

Isso ocorre porque Marshall, o interlocutor desta conversa, é outra personalidade na cabeça de Brooks. Altamente violento e divertidíssimo ele trava uma batalha permanente durante o filme tentando a todo momento convencer o personagem de Kevin Costner a cometer mais um homicídio. Inclusive este é outro ponto interessante abordado pelo filme, que mostra o herói da trama considerando seu impulso homicida como um vício. Chegando ao ponto de freqüentar reuniões dos alcoólatras anônimos para tratar de seus problemas.

Após o discurso da primeira cena, Marshall convence Brooks a cometer mais um homicídio, que ele já planejava há algum tempo. Na cena seguinte vemos como este "crime perfeito" é executado, o prazer que ele sente ao matar o casal (interpretado de uma forma quase sexual) e o que ele esqueceu de verificar, resultando em sua possível exposição, que será a ignição do segundo ato do filme.

Nele você é apresentado ao Sr. Smith, fotógrafo que constantemente tirava fotos de seus vizinhos fazendo sexo, e que acidentalmente viu e tirou fotos do assassinato dos mesmos. Ele chega ao escritório de Brooks com o objetivo de chantageá-lo de uma forma inconvencional. Neste mesmo ato do filme somo apresentados à detetive Tracy, que há anos busca o "assassino da digital," está passando por um divórcio milionário e é perseguida por um bandido que ela prendeu. Apesar das histórias paralelas de Tracy parecerem só servir para encher o tempo de projeção do filme, depois todas elas servirão muito bem à trama.

O filme basicamente se sustenta na parceria entre Kevin Costner e Willian Hurt, que vivem o Sr. Brooks e Marshall respectivamente. Eles parecem se divertir bastante durante todo o tempo de projeção. Demi Moore faz o básico com o papel que lhe foi dado e Dane Cook também não prejudica o filme com seu personagem.

Devo dizer que fiquei muito feliz com o final do filme, que se mostrou fiel ao restante da produção, não fugindo para a saída da maioria dos títulos atuais.

Veja abixo o trailer do filme:

Os Simpsons - O Dia Seguinte

Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Hoje eu estava passando pelos vídeos mais vistos do You Tube e vi a abertura do primeiro episódio da nova temporada dos Simpsons. Ela faz uma clara referência aos acontecimentos do filme como a cidade destruída, alguns personagens novos e o porco-aranha.

Eu achei genial da parte dos produtores uma vez que as pessoas que gostam da série e não viram o filme vão ficar curiosas sobre o porque da destruição na qual se encontra Springfield.

Veja o vídeo abaixo:



Eu ainda não assisti o episódio para saber se a história também segue contando o que aconteceu com a cidade. Assim que eu souber aviso por aqui.

Jogos que fazem chorar - Epílogo

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007


Há muito pouco tempo falei sobre os jogos que despertam emoções nos seus jogadores. Nele falei sobre jogos que despertam ódio. Neste fim de semana achei mais um exemplar desta categoria de game.

Depois de prometer a mim mesmo não cair na estratégia de marketing da Valve e jogar Half-Life 2 Episode 1, lá fui eu voltar ao mundo de Gordon Freeman. Eu não estou aqui para postar um review e sim para expressar meu ódio. O que posso dizer sem estragar a experiência de quem vai jogar é que HL2 - Episode 1 tem um modo de campanha single player muitíssimo curto, te dando poucas horas de diversão. Quer passar mais tempo na frente do computador? Vai na Saraiva que lá tem F.E.A.R Gold Edition, contendo o jogo original e a expansão Extraction Point por menos de R$ 70,00.

SPOILERS SOBRE HALF-LIFE 2 - EPISODE ONE

O problema do jogo também é que ele termina do mesmo modo do HL 2... Explode tudo e acaba o jogo. Eu não acredito! Eu joguei a expansão esperando algumas respostas para pontas soltas do roteiro, mas tudo o que aconteceu foi uma fuga sem fim e um final decepcionante.

FIM DOS SPOILERS

Prometo a mim mesmo que não jogarei o episódio 2, pois como existirá um episódio 3 vou esperar, no mínimo, sairem o dois pra jogar tudo de vez.

Review: "Hairspray - Em Busca da Fama" (2007)

Neste fim de semana assisti à estréia de "Hairspray", filme que eu já aguardava há algum tempo, pois ele é um musical (tema que não conta com muitas produções recentes) e pela atuação de John Travolta, que no filme vive a mãe da protagonista.


O filme é uma refilmagem do longa de 1988 que conta a história de Tracy Turnblad, uma garota que ama a música, a dança e principalmente um programa de TV local, o Corny Collins' Show. Este programa mostra as mais novas músicas e coreografias do momento. Tudo sendo realizado pelos auto proclamados "garotos mais legais da cidade". As músicas que são executadas no show apresentam letras hilárias, dizendo tudo o que os pais reclamavam (e ainda reclamam) em relação ao Rock. Coisas como "quem precisa de um diploma?" ou "porque dormir se você pode cochilar na aula de história".

A vida da jovem Tracy vira ao avesso quando ela sabe que uma das protagonista de seu programa de TV preferido se ausentará por 9 meses. Nisso ela vê a oportunidade ideal para realizar seu sonho de ser famosa. Aí entra o principal foco do filme, afinal ela sofre de obesidade e todos na televisão têm aparência dentro do padrão. Isso não impede ela de tentar e conseguir um lugar no programa. Mesmo sabendo que na vida real isso não seria possível, ficamos entusiasmados com a escalada de nossa protagonista.

Pelo fato do filme se ambientar no ano de 1962 a segregação racial é gritante. E isso é mostrado em momentos como o "Dia Negro" do programa onde, uma vez por semana, pessoas negras dançam e cantam, sempre tratados como lixo pelos produtores do programa. Neste ponto vemos mais uma barreira ser desaiada por Tracy, que gostaria que os negros e os brancos tivessem a oportunidade de dançar juntos todos os dias no programa. Idéia apoiada pelo próprio Corny Collins mas descartada imediatamente pela malvada produtora Velma Von Tussle, mãe de Amber, namorada de Link, que é a grande paixão platônica de Tracy.
O filme se desnrola para a batalha entre raças, a aceitação das diferenças e muitas músicas executadas com competência pelo elenco, que é encabeçada pela estreante Nikki Blonsky, que mostra uma impressionante desenvoltura para alguém em seu primeiro filme. O elenco de aopio conta com nomes como John Travolta que tem poucas cenas mas cumpre bem o papel dançando por baixo de muita maquiagem e enchimento, Amanda Bynes que vive a sempre companheira Penny Pingleton, uma amiga para todos os momentos e sempre disposta a ajudar a amiga, Zac Efron, conhecido do grande público por "High School Musical" faz Link, que pouco têm a fazer além de cantar e dançar, Christopher Walken faz o pai de Tracy que, sempre bem humorado, incentiva a filha a sair nadando contra a correnteza para realizar seus sonhos. Queen Latifah faz Motormouth Maybelle, a apresentadora do "Dia Negro", que sempre tenta fazer o melhor por seus iguais mas sempre é frustrada por Velma Von Tussle, a ex-miss Caranguejo que hoje é produtora do Corny Collins' Show. Velma é encarnada por Michelle Pfeiffer, que tem um dos números musicais mais legais.

Se você gosta de musicais ou de filmes leves, com momentos engraçados esta é uma boa pedida desta semana.

Um detalhe curioso e engraçado do filme na minha opinião é a atuação de James Marsden como Corny Collins. Eu sempre lembro dele como Ciclope dos X-men, um personagem que não
fica rindo a toa, mas neste filme o personagem dele é quase histérico de tanto que ele abre o sorriso quando as câmeras do programa estão no ar.

Abaixo você confere o trailer do filme

Jogos que fazem chorar

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007



Acabei de ler uma matéria do excelente blog Meio Bit onde se fala sobre os jogos que despertam emoções nas pessoas. E lembrei automaticamente de dois jogos que me fizeram chorar de raiva este ano Half-life 2 e Neverwinter Nights 2.

O MOTIVO CONTÉM SPOILERS GRAVES SOBRE OS JOGOS


INÍCIO DO SPOILER

Em Half-life 2 você desenvolve uma história interessante, com toda a adrenalina possível. Devo dizer que é um dos melhores shooters que já joguei. Mas ao chegar no fim do jogo, quando tudo vai se resolver... Ocorre uma explosão, o tempo paralisa e acaba o jogo!!!! Eu morri de raiva, eu quis matar tudo quanto foi responsável pelo jogo, eu me senti um otário por saber que esta estratégia terrível era só para vender 3 expansões. Imagino que as 2 primeiras devem acabar assim também.

Isso já havia ocorrido quando joguei F.E.A.R. Um excelente jogo, com um clima de terror muito bom. Mas o mesmo problema no fim. Você está indo embora no helicóptero, pensando que tudo está resolvido quando de repente Samara (esqueci o nome da garotinha no jogo, mas elas são a mesma pessoa visualmente) aparece, o helicoptero cai e tudo explode... FIM.

Isabel, que está aqui do meu lado agora jogou durante muitas... muitas horas Neverwinter 2 e desenvolveu bem seus personagens. Alguns deles já tinham relacionamentos amorosos e tudo mais. No fim do jogo, logo depois de matar o chefão final, ocorre um terremoto, o teto cai na sua cabeça e TODO MUNDO MORRE. Sem falar que o pai de seu personagem vai passar o resto da vida vagando pelo mundo de D&D procurando por você. Isso é de matar um de raiva.

FIM DOS SPOILERS

Na reportagem do Meio Bit é citado um projeto onde Spielberg vai tentar botar o jogador pra chorar. Não sei bem se isso é um bom motivo para se comprar um jogo, afinal muitas pessoas gostam de aventuras onde elas podem viver outra vida, outras emoções. E se o mundo já está tão difícil fica complicado comprar um jogo com o objetivo de ficar triste. Quer ficar triste? Então vai no senado falar com o Renan.

No fim das contas cada um joga por um motivo e pode ser que eu esteja errado e muita gente queira ficar triste em jogo. Dê sua opinião na área de comentários.
Ficou curioso do fim de HL2? Então veja o vídeo abaixo, mas cuidado com os spoilers. Principalmente se você não terminou o jogo, pois ele é muito bom... tirando o fim.




Review - "Transformers - O Jogo"



Sou uma pessoa que cresceu nos anos 80 e por isso assisti o desenho animado dos Transformers muitas vezes. Posso me considerar um fã dos robôs disfarçados. Por isso não podia esconder meu entusiasmo pelo anúncio do filme sobre os mesmos. Acompanhei cada notícia e ia ficando mais animado a qualquer foto ou trailer que aparecia, afinal os robôs estavam perfeitos, as transformações eram realistas e a ação parecia ininterrupta. Qual não foi minha surpresa quando descobri que estraçalharam o filme em seu ponto mais importante, o roteiro.

Não sei vocês mas eu achei o filme longo demais e com personagens nada carismáticos. Gostaria muito que o filme possuísse uma história envolvente e diálogos mais memoráveis. Mas no fim das contas acredito que quem está errado sou eu porque o filme foi um estrondoso sucesso de bilheteria e todo mundo na Dreamworks e na Paramount está feliz.

Por causa da minha experiência cinematográfica não fiquei muito animado com o lançamento do jogo baseado no filme. Acho que desencantei do filme e fui rever a animação "Transformers - O Filme" lançada na década de 80.

Mas certo dia estava procurando uns livros na Saraiva e vi um stand do XBox 360 com este jogo dando sopa. Fui testá-lo e como não tinha ninguém na fila passei 1 hora lá com o miserável. Acabei adquirindo uma versão para PC do mesmo.

A jogabilidade te deixa livre para andar pelo cenário e fazer algumas missões extras. Cada capítulo tem as mesmas missões extras, o que pode tornar o jogo um pouco tedioso fora de sua linha de campanha. Mas para quem sempre quis comandar um robô destes é um passeio no parque. Eu ainda não cansei de comandar os Transformers para cima e para baixo destruindo tudo e fazendo as pequenas missões novamente.

Outra grande sacada dos criadores do jogo foi criar uma campanha para os Autobots, seguindo a linha do filme, e outra para os Decepticons, totalmente diferente do filme, levando os malvados à vitória. Quem poderia imaginar o triunfo de Megatron?

Durante o jogo existe uma infinidade de maneiras para se liberar conteúdos extras como vídeos, fotos e personagens da primeira geração. Completar o conteúdo extra parece uma missão impossível até para mim, uma pessoa com muita paciência de estar fazendo missões pela décima vez, pois para liberar este conteúdo você precisa fazer coisas como achar cubos de energia soltos pela cidade em pontos variados. Mas quem sabe eu completo esse também?

Os gráficos do jogo são bons, mas não são nenhuma maravilha. Principalmente se comparados a jogos contemporâneos como NFS ou Elder Scrolls IV. O som também não apresenta grandes avanços, fazendo deste jogo um exemplar sem muito destaque na parte técnica. A vantagem disso é que ele pode ser utilizado sem problemas em máquinas menos potentes. Testei ele em uma 2 máquinas, sendo que uma delas estava com apenas 512 de RAM. Ainda assim o jogo se desenvolveu sem problemas.

Fica aqui a dica de um jogo feito mais para apreciadores do filme ou do tema em si.
p.s: No jogo os humanos têm falas muito engraçadas, vale a pena ver a naturalidade como eles descobrem Bumblebeee ou como a moça do filme pergunta sobre a aparência do mesmo.
Abaixo um vídeo com a jogabilidade de Transformers - The Game




Review: "Os Mensageiros" (2007)

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Resumindo: Para quem gosta do modo oriental de fazer filmes de terror, com muitos sustos potencializados por sua trilha sonora e muitos fantasmas, vale a pena conferir.

Este é meu primeiro review de um filme para este blog. Não chamo isto de crítica pois não sou um crítico de cinema, não estudei o assunto. Sou apenas uma pessoa que vai muito ao cinema, vê muitos filmes e gosta de produções voltadas para o grande público.

Os irmãos Pang não me decepcionaram nos filmes anteriores que tive a oportunidade de ver. A exemplo da série The Eye e do ótimo Re-cycle (que teve um título estúpido como Assombração no Brasil). Falaram mal do terceiro filme da série The Eye, mas não posso dizer nada porque ainda não ví.

Mais uma vez eles fazem um filme que anda no meio-fio entre o mundo dos vivos e o dos mortos. Nesta produção acompanhamos a família Solomon, que passa por uma crise financeira e resolve apostar todas as fichas em uma fazenda de girassóis. Inicialmente eles parecem conformados com a mudança, com excessão da filha deles, Jess, que guarda uma certa tensão com seus familiares.

A casa que eles compraram foi cenário da morte de seus antigos moradores há alguns anos e agora ela parece estar novamente dando sinais de que alguma desgraça irá ocorrer, com vultos passando e sinais que parecem ser percebidos apenas pelo membro mais novo da família, que não fala. Mas a força destes sinais vai crescendo ao longo do filme e passa a ser percebido por Jess que precisa convencer seus pais de que algo está errado e por isso eles precisam sair desta casa o mais rápido possível.

O filme não tem nenhuma atuação brilhante exceto pelos irmãos Evan e Theodore Turner que fazem o papel do pequeno Ben Solomon. Atuações infantis quase nunca são memoráveis, mas neste caso ele merece uma lembrança pois para alguém tão novo ele é muito expressivo.

Outra coisa que se destaca no elenco é a quantidade de caras conhecidas de séries de tv canceladas como Dylan McDermott de "The Practice - O Desafio", John Corbett de "Sex and the CIty" e uma rápida participação de William B. Davis, o eterno fumante de "Arquivo -X".

Gostaria de pedir a todos os que lerem este review para deixarem suas opiniões na área de comentários.

Antes de ver o filme assita o trailer


Até mais e bons filmes.

O início

Estou começando agora o meu blog. Não tenho a intenção de me tornar um blogger profissional, mas quero falar sobre os temas que mais me interessam. Ouvir e discutir o que você pensa sobre estes assuntos.
Então seja bem vindo(a) ao Pipoca de Bits e veja o que há de novo nos cinemas e no seu computador.

 
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